quarta-feira, 11 de julho de 2018

Bairro Maluly, conhecido como favela em Piraju, fica em área nobre do município



Apesar de ficar em área privilegiada e com potencial turístico, Loteamento Maluly não tem asfalto e saneamento básico  

O bairro Chácara Saltinho em Piraju, conhecido como Loteamento Maluly e, classificado pelos próprios moradores como uma favela de Piraju, fica numa das regiões mais nobres do município com vista privilegiada da represa do rio Paranapanema, acesso ao rio e até uma histórica pequena usina hidrelétrica.
O local poderia abrigar residências de alto padrão, como é comum em regiões que ficam às margens de uma represa, mas não é isso o que acontece devido a situação em que o bairro foi formado e, hoje, não conta com saneamento básico, guias e sarjetas e iluminação pública.
Desde quando compraram os lotes, os proprietários imaginaram que teriam a casa própria num bairro com toda infraetrutura, comum em loteamentos regulares. Não foi isso o que aconteceu e, nos próximos 23 anos os moradores enfrentaram uma saga jurídica para regularização do bairro.
Área foi adquirida por Jorge Simão Maluly na década de 90 e logo depois passou a vender lotes em regime de condomínio.
Quarta-feira no Restaurante
Espetão Piraju
A maioria dos compradores eram pessoas simples e, talvez , também por esse motivo pelos quais as casas sejam mais humildes que poderiam ser em face do local ter bela paisagem e ficar próximo ao centro da cidade.
Grande parte destas vendas foram registradas na referida matricula, porém eram irregulares porque burlavam a lei de loteamento. Não havia registro do loteamento, aprovação pelo órgão competente, não havia infraestrutura para permitir a venda dos lotes. Além disso, o loteamento não tinha licença da CETESB, registro, elaboração de contrato-padrão e execução de obras de infraestrutura.
 A Prefeitura não procedeu na forma correta após embargar a obra, pois nada fez para regularizar ou desfazer o loteamento, mesmo porque tomou conhecimento do loteamento em 8 de junho de 94 e comunicou o MP somente em 9 de maio de 97.

Apesar deste problema, cabe destacar que, segundo relataram alguns moradores do bairro, os lotes vendidos pela família Maluly foram bem abaixo do preço de mercado o que propiciou a muitas famílias de baixa renda em adquirir seu lote.
“Eu não tenho nada que reclamar do Jorge Maluly e da sua esposa. Eu, assim como muitos do bairro, conseguimos comprar minha propriedade no loteamento por um preço bem baixo. Se não fosse pelo Jorge eu e minha família não tínhamos onde morar”, revelou um dos moradores do Loteamento Maluly e que, mesmo não tendo ainda o certificado de posse do que comprou, sempre acreditou que Maluly honraria o compromisso de venda.
A primeira tentativa de regularização do loteamento teve início ainda na gestão do ex-prefeito Maurício Pinterich, quando a Promotoria Pública de Piraju tentou firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) onde a Prefeitura e os proprietários somariam esforços para que as empresas Sabesp, CPFL e o próprio Poder Público pudessem oferecer os serviços necessários aos moradores do bairro.
Quando prefeito, Francisco Rodrigues assumiu em 2005, e se reuniu com os proprietários para discutir uma solução para a situação do bairro. Mais tarde, após algumas reuniões, foi detectado que a situação do loteamento era mais complicada do que se imaginava e o TAC não seria a forma de resolver a situação.
Com isso, em 2006, a Promotoria Pública ajuizou uma Ação Civil Pública contra os proprietários do empreendimento Jorge Simão Maluly e sua esposa Maria Aparecida de Barros Maluly e o município de Piraju.
Buscando uma solução mais rápida, a Prefeitura tentou incluir o bairro no programa Cidade Legal, lançado em 2007 pelo governo do Estado com o objetivo de implementar, agilizar e desburocratizar as ações e os processos de regularizações fundiárias de núcleos habitacionais. A questão, entretanto, já estava sendo discutida na Justiça.
Naquele mesmo ano saiu a condenação da família Maluly e da Prefeitura, mas com a apresentação de um recurso dos réus, o trâmite do processo continuou por mais seis anos chegando até 2013, já na administração do ex-prefeito Jair Cesar Damato, quando o recurso foi negado.
 
Em 2014, a Prefeitura tentou acelerar o processo informando a Justiça que não tinha interesse em recorrer e pediu que fosse realizada uma audiência conciliatória. Apresentou um cronograma de execução de obras, com Jorge Maluly fornecendo nome dos possuidores dos lotes e proposta para ceder 60% da área urbanizável.
Em janeiro de 2015, a Promotoria pede para informar sobre a licença da CETESB e registro do loteamento no cartório de registro de imóveis de Piraju, mas esses documentos não existiam porque o loteamento era classificado como clandestino.
A morte de dona Maria Aparecida Barros Maluly travou um pouco mais o processo porque foi necessário habilitar os herdeiros na ação. A decorrência de prazos e suposta falha no processo fizeram com que a inclusão dos herdeiros só se concretizasse em junho de 2016.
A intimação pessoal dos herdeiros aconteceu somente e fevereiro de 2017 com prazo de 20 dias para constituir advogado para sua defesa. Assim que assumiu, em janeiro de 2017, o prefeito José Maria Costa, através de sua assessoria, viu que, a situação do bairro poderia continuar assim por muito mais tempo. Com isso, decidiu tomar outro rumo na tentativa de regularizar o loteamento, e recorreu ao ITESP que deu início a regularização.


domingo, 8 de julho de 2018

Festival de música sertaneja em Piraju homenageia compositor Darci Rossi



Prefeito José Maria Costa e Fernando Cláudio Artine foram prestigiar as apresentações musicais de Fernanda Natércia e Marcelo Rossi, filhos de Darci Rossi de quem eram amigos. Flavio Rossi, irmão do compositor, também marcou presença.
Francisco Rossi na exposição de Darci
Sônia Maria, esposa do homenageado
na apresentação do filho Marcelo
A Prefeitura de Piraju realiza neste final de semana, 7,9 e 9 de julho, o 1º Festival de Música Sertaneja em homenagem ao cantor e compositor sertanejo Darci Rossi. A abertura do evento contou, realizado na noite de sábado (7) no Centro de Convenções Richardson Louzada, e contou com a presença de familiares de Darci Rossi, do prefeito José Maria Costa, do vereador Érico Tavares e do Valberto Zanatta, autor de um projeto de lei que dá o nome do cantor a uma rua do bairro Portal da Ilha e de diretores da Prefeitura.

Público presente na abertura do festival
Camerata de viola 
Na abertura do Festival Darci Rossi houve apresentação mensagens e homenagem a Darci por vídeos, da camerata de viola do projeto Guri e a apresentações de Fernanda Natércia e Marcel Rossi, filhos do compositor. A programação do evento, com participações de duplas e cantores, segue pelo domingo e feriado de segunda-feira (9).
Durante o festival, acontece também uma exposição do acervo de Darci Rossi, hoje em posse de sua família. Vale a pena conferir.
Darci morreu aos 69 anos, no dia 20 de janeiro, mesmo dia do aniversário de Piraju, em 2017, vítima de infecção pulmonar. Antes de morrer Darci ganhou, em 2009, o prêmio Adoniran Barbosa de Cidadão Valinhense pela sua contribuição cultural. Em São Caetano do Sul, há uma praça com o nome de Darci.
Autoridades que compuseram a mesa
na abertura do Festival Darci Rossi
Através de seu trabalho, Darci Rossi foi o responsável por alavancar
o estilo sertanejo no Brasil. Músicas como “Fio de Cabelo”, uma das mais conhecidas do gênero, foi gravada pela dupla Chitãozinho e Chororó.

Músico sensível e talentoso, Darci Rossi, compôs ainda “60 dias apaixonados” e “Deixei de ser Cowboy por ela”, também gravadas pela dupla. João Mineiro e Marciano, Sandy e Júnior, Zezé di Camargo e Luciano, Ataíde e Alexandre, Raça Negra, Victor e Léo e Trio Parada Dura, foram outros artistas que gravaram as canções de Rossi.
Darci Rossi é natural de Guaxupé (MG) e, com um ano de idade, veio para São Caetano do Sul (SP), onde cresceu e passou a trabalhar na Chevrolet do Brasil. Casou-se com Sônia Maria com quem teve quatro filhos.

Em 1981, foi transferido para a GM de Campinas; em 1985, mudou-se para Piraju, onde foi proprietário de uma concessionária. No ano de 1994, voltou para Campinas, onde ficou até 1998, transferindo-se para Valinhos. Nos últimos anos se vida, Darci revelou o desejo de voltar a Piraju onde fez muitos amigos. O compositor é autor de mais de 400 músicas algumas ainda inéditas e a família prepara o material para ser divulgado para o público.

Darci morreu aos 69 anos, no dia 20 de janeiro, mesmo dia do aniversário de Piraju, em 2017, vítima de infecção pulmonar. Antes de morrer Darci ganhou, em 2009, o prêmio Adoniran Barbosa de Cidadão Valinhense pela sua contribuição cultural. Em São Caetano do Sul, há uma praça com o nome de Darci.


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Após 23 anos, Prefeitura dá os primeiros passos para regularizar o Loteamento Maluly

Bairro Chácara Saltinho situado num local com vista privilegiada em Piraju


A Prefeitura de Piraju finalmente deu os primeiros passos para a regularização do residencial Chácara Saltinho ou, Loteamento Jorge Maluly, como é mais conhecido o bairro, hoje, em situação irregular, mas que fica na zona urbana de Piraju, cerca de 1.5 km do centro da cidade.
Desde quando o bairro foi notificado como “irregular” em 1997, os moradores esperam o momento em que, finalmente, poderão ter serviços de água, luz, saneamento básico e outros serviços, como qualquer bairro do município.

Agora, em 2018, graças ao convênio firmado entre a Prefeitura e a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), finalmente o bairro, que tem hoje trinta imóveis residenciais, será regularizado, através de um programa de regularização fundiária.
Muito mais do que serviços públicos, a regularização fundiária dará aos moradores do bairro Chácara Saltinho a possibilidade de ser proprietários de seu imóvel, dando-lhes segurança jurídica. Para o município de Piraju, a regularização será o fim de uma demanda judicial que durou anos, consumiu tempo e recursos, além de melhorar a estrutura do bairro, promovendo a cidadania de seus moradores.
Com o convênio firmado com a Prefeitura, o ITESP fez um estudo que levou seis meses para ser concluído e revelou a existência de 70 imóveis no local dos quais, apenas 30 com construção ou em construção. A situação do bairro foi classificada como precária, com ligação de água e energia elétrica em apenas uma residência, que depois é redistribuída para as demais, situação que já causou muito desconforto e brigas entre os vizinhos.

Isso acontece porque, tanto a SABESP como a CPFL, se recusam em fazer a instalação elétrica no local diante da irregularidade da ocupação. Sem o serviço de saneamento básico caracterizado pela falta de rede coletora e sistema de tratamento de esgoto, os dejetos domésticos são lançados em fossas sépticas. O estudo revelou ainda que não há iluminação pública, pavimentação, escola, creche ou posto de saúde e, para ter este serviço, os moradores do local precisam percorrer cerca de 500m.
Por isso, o bairro foi classificado como “núcleo urbano informal consolidado” como prevê o artigo 11, inciso III da Lei 13.465/2017, lei esta, que traz o regramento para regularização fundiária de assentamentos urbanos e é esta lei que será usada para regularização do Loteamento Maluly. Um “núcleo urbano informal consolidado”, é aquele de difícil reversão, considerados o tempo da ocupação, a natureza das edificações, a localização das vias de circulação e a presença de equipamentos públicos, entre outras circunstâncias a serem avaliadas pelo município. Sem contar que, aparentemente, a predominância da população que vive nos referidos bairros é de baixa renda.

Diante da situação encontrada no bairro, o ITESP concluiu que para promover a regularização fundiária será necessário um trabalho que vai envolver todos os elementos responsáveis pela comunidade. “Primeiramente é preciso apurar a situação atual de cada ocupação, através de trabalhos jurídicos e técnicos, participação dos moradores e autoridades competentes, promover a saneamento de questões urbanísticas e ambientais que, porventura, venham a ser apontadas pelos órgãos competentes, elaborar projetos de regularização fundiária, e, por fim, definir a forma mais adequada para regularização das ocupações, considerando os instrumentos legais existentes e outros que possam vir a ser criados”, diz assim o diagnóstico elaborado pelo ITESP ao fim do estudo realizado no Loteamento Maluly.
O primeiro passo da regularização será o registro do Loteamento em Cartório de Imóveis o que dará, finalmente, os certificados de posse de suas propriedades. Após essa etapa, o loteamento será entregue à Prefeitura que fará o arruamento no local, a SABESP poderá iniciar a instalação da rede água e esgoto. Este foi, inclusive, uma das contrapartidas que o prefeito José Maria Costa exigiu da SABESP para renovar o contrato de concessão com a empresa.

Em seguida, a CPFL também poderá iniciar o posteamento para ligação de energia elétrica nas casas e iniciar a implantação do sistema de iluminação pública, esta ao encargo da Prefeitura. Cabe salientar que, tanto na SABESP e na CPFL, há a tarifa social que pode ser requerida para as pessoas que se enquadram na faixa de moradores que consomem até determinado volume de água e quantidade de energia elétrica.
O prazo para que a regularização seja concluída tem a previsão de um ano, mas, para a população que mora no local e aguarda há mais de 20 anos, viver num bairro em condições dignas, o importante é saber que o processo já teve início.  

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Defesa do prefeito nega irregularidades apontadas em denúncia do ônibus circular

O advogado Fernando Cláudio Artine diz que mudança de concessão foi feita de acordo com a Lei de Concessões. 



O advogado Fernando Cláudio Artine, diz que o trabalho de investigação feito pela Câmara é legítimo, mas que não encontrou e nem vai encontrar irregularidade cometida pela Prefeitura ou pelo prefeito José Maria na concessão do transporte urbano de Piraju.

 Em abril deste ano, o advogado Glauco Magno Montilha apresentou na Câmara uma denúncia apontando ter encontrado supostas irregularidades praticadas pelo prefeito José Maria Costa na concessão do transporte urbano coletivo de Piraju.
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De acordo com a denúncia que tramita na Câmara, o prefeito José Maria Costa teria alterado o texto da Cláusula 10 do contrato firmado entre a Prefeitura e a Viação Piraju, empresa detentora da concessão, que não permitia subcontratação ou transferência da prestação dos serviços licitados a qualquer título. O denunciante entendeu que essa alteração só foi realizada para permitir a transferência da concessão da Viação Piraju, para a outra empresa, no caso, a Viação Riopardense.
O problema é que, o texto original da clausula décima do contrato, previa a extinção do contrato caso houvesse a subcontratação ou transferência da concessão. A alteração teria sido uma manobra para, em tese, favorecer a Viação Riopardense.
Com a extinção do contrato, conforme previa os termos originais, a Prefeitura deveria ter realizado licitação para prestação do serviço de transporte coletivo urbano, o que não aconteceu e, a concessão foi transferida para outra empresa.
O jornal Piraju Regional News, que publicou a denúncia à época em foi protocolada na Câmara, procurou a Prefeitura para falar sobre o assunto, mas o prefeito preferiu, primeiro, conhecer o teor da denúncia. Agora, passado dois meses de investigação, o advogado Fernando Cláudio Artine, que assumiu a defesa do prefeito José Maria Costa na Comissão Processante(CP), falou sobre a denúncia e seu desdobramento.
De acordo com a advogado do prefeito, em toda investigação, ainda não foram encontradas as irregularidades apontadas na denúncia. Sobre os desdobramentos e outros rumos que a CP tomou, sobre o suposto repasse de verba ao jornal O Observador e ao diretor Paulo Sara, Artine disse que tudo não passa de fofoca e de “ouvi dizer”, declarado por um depoente na CP.
PRN- Houve alteração no contrato original para permitir a transferência da concessão conforme diz a denúncia?
Artine – O que houve foi uma suplementação no contrato, ou seja, foi acrescentado algo o que é absolutamente legal. O artigo 65 da Lei Federal 8.666/93, Lei de Licitações, diz que os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados com a devidas justificativas nos seguintes casos: Unilateralmente, pela administração. Foi isso o que ocorreu.

PRN - O que foi acrescentado não foi uma manobra para transferir a concessão?
Artine – De forma alguma. Foi suplementado na cláusula 1º do contrato, a expressão “sem prévia anuência do poder concedente”. Essa alteração foi necessária para adequar o contrato com a Lei Federal 8.987/95, a Lei de Concessões que diz no artigo 27 que, deve haver anuência do poder concedente em caso de “transferência de concessão ou do controle societário da concessionária”. Então, não está errado. Só colocou no contrato o que está previsto em lei federal que é maior que uma lei municipal e, muito mais, que uma cláusula contratual. Há ainda o artigo 30 da Constituição Federal que diz que compete aos municípios legislar sobre assuntos de seu interesse, suplementar legislação federal e estadual. Mediante estes fatos, fica evidente que o prefeito agiu dentro dos ditames da lei.
PRN - Então não era necessário a realização de licitação para contratação da empresa Riopardense?
Artine – Claro que não. Se não havia irregularidade na transferência, por que realizar outra licitação.  A Lei Federal 8.987/95, diz no artigo 27, que a prefeitura pode conceder anuência, o que significa não se opor. Quando duas partes vêm ao Poder Público e requer algo, há um exame para verificar se as empresas estão legalizadas e, depois, a prefeitura anui, ou, não se opõe. Foi exatamente isso o que ocorreu com a Viação Piraju e a Viação Riopardense. A transação aconteceu entre as empresas que consultaram a Prefeitura que apenas seguiu o que diz a Lei de Concessões.

PRN - Durante as investigações e depoimentos, a CP teria encontrado indícios de pagamento de propina ao jornal O Observador e ao diretor Paulo Sara. Isso ocorreu?
Artine - Uma das testemunhas ouvidas na CP, disse que um dia, ao entrar numa padaria com um amigo, teria ouvido o senhor Samuel, dono da Viação Riopardense falando ao telefone. Pela conversa, o depoente, entendeu que, o Samuel estaria falando com o escritório de sua empresa, onde pedia para cobrir um cheque de R$ 3.150,00. Ele falou de uma quantia total de R$ 50 mil dividida em cheques de R$ 3.150,00 e outra parte em dinheiro e que, esse dinheiro teria sido depositado na Prefeitura de Piraju e depois a Prefeitura teria sido repassado para o jornal O Observador ou Paulo Sara. A mesma coisa teria ocorrido com outra quantia, desta vez de R$ 100 mil.
PRN -Ele apresentou provas de isso se tratava de propina?
Artine - Não. Isso ele falou sem prova nenhuma e nenhuma outra testemunha confirmou isso. Nenhuma testemunha falou em dinheiro. Devido a esse depoimento, a CP requisitou que a Prefeitura informasse, por escrito, se houve deposito na conta da Prefeitura a qualquer título nos valores mencionados no depoimento e se esse valor foi repassado para alguém.
A Prefeitura, através do Departamento de Contabilidade e Tesouraria, fez as pesquisas e informaram a Câmara e a Comissão Processante que nenhum depósito de nenhum valor foi feito na conta da Prefeitura e que nenhum valor foi repassado para o jornal Observador ou ao Paulo Sara.

PRN – A oitiva das últimas testemunhas convocadas pela CP, parece ter por objetivo buscar provas do suposto pagamento de propina. Como a defesa encara o rumo dessas investigações?
Artine – Entendemos que são descabidas. A denúncia é muito clara. O denunciante entendeu que a Prefeitura não poderia conceder anuência para transferência do serviço público, nem suplementado a cláusula do contrato e, que deveria ter feito uma licitação. Ele entende assim. O que foi denunciado foi isso e nada mais. A comissão tem o dever apurar as provas apresentadas, mas não pode enveredar para outras searas para investigar outros fatos que não foram colocados na denúncia formuladas. De qualquer forma, acreditamos ser melhor que se investigue logo para que depois não surja outras CPs.
PRN – Em meio a tanto boato gerado sobre a informação de pagamento de propina nessa investigação e com o fato do relatório se tornar público ao final da CP, os acusadores não podem responder judicialmente?
Artine - Claro. Qualquer pessoa que fizer este tipo de afirmação, que não for verdadeira, pode responder, ainda mais declarando isso em depoimento perante uma comissão da Câmara que pratica um ato de sua competência. Agora nós temos também a Lei Federal 13.655/18 recém sancionada, que no artigo 28 que diz que todo aquele que agir com erro em decisões ou mesmo por opiniões técnicas a respeito de determinado assunto, ou cometeu algum erro seja com dolo ou erro grosseiro vai responder por isso.

PRN – Quem responde por isso?
Artine - Todos aqueles que deram causa a situação levando ao conhecimento de uma comissão um fato que alega ter existido sem provas. A lei é para todos, para juiz, prefeito, presidente da Câmara, Comissão Parlamentar de inquérito, Comissão Processante, ou seja, todos aqueles poderes que vão exarar uma decisão a respeito de um fato que foi levado para ser investigado.

PRN – O fato de o relatório se tornar público ao fim da CP aumenta a possibilidade do acusador ficar exposto a uma reparação judicial?
Artine – Isso é evidente. A Câmara, tem o poder de investigar, mas se ela for para outro lado, aquele se sentir lesado, indevidamente, e comprovar isso, aqueles que compõem a comissão e os que julgarem, podem responder pessoalmente. Não é só a Câmara, mas pessoalmente cada um que causar os danos. A Câmara, se não concordar com o relatório, se exime de responsabilidade. Importante salientar que, a Comissão Processante é o juiz da causa. Todos os membros são juízes. Todo aquele que julga tem que ter isenção. Não podem promover acusação durante a investigação e buscar provas porque, desta forma, torna-se suspeito.






segunda-feira, 2 de julho de 2018

Pirajeans realiza “arraiá” com convidados especiais


























Os proprietários da fábrica de facção Pirajeans de Piraju Carlos Aberto Camargo Lima, Décio Dori e Marquinhos, realizaram o “Arraiá Pirajeans”, festa temática junina para confraternização com seus colaboradores, parceiros e amigos. Na edição deste ano, a festa da Pirajeans contou com a presença dos deputados federal Milton Monti e do deputado estadual Ricardo Madalena que vieram a Piraju, especialmente e a convite dos proprietários da empresa, para participar do evento que cresce a cada ano.
Durante o tempo em que ficaram no evento, Ricardo Madalena e Milton Monti, conheceram os funcionários da Pirajeans e suas famílias, cumprimentaram e conversaram com os convidados e comeram as delícias prepararas para a festa. A participação dos deputados a festa da Pirajeans faz parte das visitas regulares que os deputados fazem a Piraju ao longo do ano.   
Nesta edição do “Arraiá” a Pirajeans contou com melhoramentos na infraestrutura e o público passou da casa de mil convidados. Para o empresário Carlos Camargo de Lima, a presença dos deputados na festa foi uma oportunidade de conhecer uma atividade que vem gerando emprego e renda em Piraju e nos municípios da região.
“O ramo de facção que atua a Pirajeans, está sempre em crescimento. Queremos crescer mais e gerar empregos, mas precisamos de apoio venha de onde vier. O que os deputados viram aqui em sua visita ao ‘Arraiá da Pirajeans’ é o resultado da junção de forças dos trabalhadores e empregadores que apostam no setor”, disse Carlos Camargo de Lima com apoio de seus sócios no empreendimento.  


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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Ricardo Madalena traz secretário de transportes para inspeção obras na Raposos Tavares

Deputado Madalena auxilia prefeito e vereadores na entrega de pedidos para secretário Mário Mondolfo


 
O deputado Ricardo Madalena trouxe no sábado (23) o secretário de Logística de Transportes de São Paulo Mário Mondolfo para inspeção na obra melhorias na rodovia Raposos Tavares que já teve início na região de Ourinhos, Ipaussu, Bernardino de Campos, Avaré e Piraju.
O objetivo de Madalena foi trazer o novo secretário de Estado para conhecer a realidade e as necessidades da região na área do Transporte, em especial, em melhorias nas rodovias da região.
Mário Mondolfo, assumiu a Secretaria de Estado de Logística e Transporte em abril, nomeado por Márcio França e, ainda não conhecia a região e os prefeitos que lutam para conseguir verbas para estradas.
Secretário ouve reivindicações do prefeito de Piraju
Conhecimento técnico, o novo secretário possui, faltava conhecer a região e, principalmente os gestores. Com 40 anos de experiência no segmento de engenharia de infraestrutura de transportes, Mondolfo é especialista em engenharia estrutural pela USP e em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade Mackenzie, onde também graduou-se em engenharia civil. Entre 2012 e 2014, atuou como assessor no Metrô e na Artesp. Também foi superintendente de Exploração da Infraestrutura Rodoviária na ANTT, diretor de engenharia no DER e gerente na Dersa, empresa estadual na qual trabalhou de 1988 a 2008.
Com o convite para que o secretário viesse para a região, Ricardo Madalena quis criar uma oportunidade para que os prefeitos da região pudessem apresentar suas demandas e abrir um canal de comunicação com a Secretaria de Logística e Transportes uma vez que o secretário trouxe junto com ele sua assessoria que conhece os projetos em andamento.

E os prefeitos não perderam a oportunidade para apresentar suas demandas ao secretário. Paulo Roberto, prefeito de Manduri, feito de Manduri, pediu auxílio junto ao DER para realização de obras de implantação de sinalização viária horizontal e vertical nos trechos Manduri/Bernardino de Campos, Manduri/Cerqueira Cesar e Manduri/Águas de Santa Bárbara e Instalação de guard rail em um trecho de, aproximadamente, 600m no acesso a SP 287 Manduri/Piraju como medida de segurança urgente para pessoas que fazem caminhada no acostamento na pista. O prefeito de Óleo, Rubinho Roque e a prefeita de Barão de Antonina, Maria Neres, também fizeram pedidos ao secretário.

Os vereadores de outros municípios que recepcionaram Mário Mondolfo também apresentar seus pedidos. Denilton Bergamini, José Carlos Brandini, Reginaldo Piruá, e João Luciano da Silva de Piraju, Valberto Zanatta e Donizetti Cassanho, representando a Câmara de Piraju, pediram, recapeamento da estrada vicinal Francisco Sanches (Estrada do Cágado); construção de uma passarela na Rodovia Engenheiro Thomaz Magalhães, acesso ao Bairro da Codespaulo, Jardim Cristal e Maria Gonçalves da Motta; pavimentação do acesso da Rodovia Engenheiro Thomaz Magalhães ao Bairro da Codespaulo (próximo da APAE).
O prefeito José Maria Costa pediu a intervenção do secretário para evitar a supressão de duas linhas de ônibus que atendem a população de Piraju que precisam se deslocar de Piraju a Manduri e Águas de Santa Bárbara cuja concessionária da linha já avisou que vai descontinuar o serviço.
No início da reunião, todos os presentes fizeram questão de agradecer ao deputado Madalena por ser um dos deputados que mais tem ajudado a região possibilitando os contatos de prefeitos e vereadores com as autoridades com poder de decisão da esfera Estadual e, até federal. Para o prefeito José Maria Costa, a atuação de Madalena tem sido fundamental para o desenvolvimento da região.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Comunidade de Piraju se mobiliza em favor da APAE

Isnar Soares, prefeito de Sarutaiá, Elza Scotti, Paulo Roberto,
prefeito de Manduri.

Mais de mil pessoas participaram no 2º Leilão da APAE com almoço realizado no domingo (17) no Parque de Exposições Cláudio Dardes. A participação da comunidade pirajuense, nesta ação em favor da APAE de Piraju ocorreu em forma de doações de prendas para serem leiloadas, no arremate das prendas e, também, na compra dos convites para o almoço feito pelos profissionais da APAE e por churrasqueiros que trabalharam voluntariamente durante todo o dia.
A participação das pessoas que sabem da importância do trabalho da APAE, superou as expectativas dos organizadores que esperavam receber 700 pessoas que, ao aproximar a hora do almoço foi aumentando até a chegar na casa de 1200 participantes, aproximadamente, o que rendeu, até agora o lucro líquido de R$ 46 mil para a entidade.
A grande maioria dos participantes foram empresários de Piraju que assumiram seu papel de protagonistas na sociedade pirajuense, assim como políticos da região. Mas houve também a valiosa contribuição do cidadão comum que, da mesma forma, tem papel fundamental em auxiliar entidades como a APAE, também contribuiu comparecendo em grande número ao evento.

A doação da maior prenda foi o deputado federal Paulinho Pereira, que contribuiu com uma moto 125cc que não foi leiloada devido ao jogo do Brasil que abreviou o evento, mas ficará como prêmio da nova promoção da APAE que deve acontecer em setembro.
A promoção de Leilão foi a forma que a diretoria da entidade encontrou para conseguir contratar um profissional de uma especialidade médica necessária para atender alguns assistidos pela APAE que são de Piraju e de outros municípios.
A Elza Scotti, empresária e presidente da APAE, foi a responsável pela organização do evento e contou com a ajuda de toda a equipe da entidade, amigos, empresários e sua família, que colaboraram para o sucesso do evento.













Veja na próxima edição impressa do jornal Piraju Regional News, quem mais desfilou no maior evento beneficente de ano em Piraju


terça-feira, 19 de junho de 2018

UNIP Polo Piraju inicia I Semana Acadêmica com foco para cidadania e empreendedorismo

I Semana UNIP Polo Piraju realiza UNIP inspira

A UNIP Polo Piraju deu início na noite desta segunda-feira (18) a I Semana Acadêmica com o tema: “UNIP Inspira – A cidade como construção coletiva”. O evento acontece no Centro de Convenções Dr. Richardson Louzada com participação aberta a toda a população que queira ampliar o senso de cidadania e participação na construção da comunidade em que vive.
Na noite de abertura, a UNIP Inspira trouxe para a Piraju uma interessante conferência com o tema “A responsabilidade comum com a cidade”, proferida pelo professor das Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) Gustavo Ferreira Martins Gomes.
O Professor é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em Administração e Marketing pela UNIMES e mestrado em Comunicação pela UNIMAR.
Na palestra, Gustavo Gomes apresentou uma visão crítica sobre o sistema político-administrativo no Brasil, mais especificamente nos municípios e, a necessidade de cada cidadão adotar uma postura positiva em relação ao exercício da cidadania preenchendo assim as lacunas deixadas pela administração pública.
Professor Gustavo Ferreira Martins Gomes


Falando sobre gestão pública, o conferencista apontou os conselhos municipais, associações de bairros e audiências públicas como oportunidades de participação na construção da cidade e na formação de pacto entre o gestor público e a população.
Em outro momento, Gustavo Gomes traçou um paralelo cidades da idade média com as cidades modernas mostrando que, assim como naquela época, as pessoas ainda buscam segurança em locais cercados. No passado, isolando a cidade com altos muros e, hoje, preferindo viver em condomínios fechados com câmeras e cercas elétricas. Para o palestrante, em ambos os casos, a segurança não está garantida.
“Se você fecha sua casa ou seu bairro com muros e cerca elétrica, o ladrão não vai arriscar tomar choque. Ele espera você entrar e entra junto”, disse o arquiteto para explicar que, quando você se fecha entre muros, se fecha também aos olhos de uma comunidade que, se construída com responsabilidade, pode contribuir para a segurança.
OIHSI ADRENALINA

Em seguida, a I Semana Acadêmica da UNIP Polo Piraju, contou também com a participação de pessoas que, através de ações voluntárias e empreendedorismo, contribuem para a formação da comunidade em que vivemos. Na sessão “Ações de sucesso em Piraju”, Else Degelo e Edinéia Fernandes falaram sobre a iniciativa de um grupo de pessoas que representam e que idealizaram um projeto de jardinagem e paisagismo para ajudar Piraju a retomar o título de “cidade jardim”. Atuando voluntariamente, o grupo já conseguiu, com a ajuda de parceiros, transformar alguns locais em Piraju.
Elza Maria Scotti, empresária e comerciante, hoje presidente voluntária da APAE, falou sobre sua gratificante experiência à frente da entidade que auxilia na educação e atendimento de pessoas com deficiência de Piraju e, pelo menos, mais duas cidades a região. A empresária, que divide seu tempo entre seus negócios e o trabalho voluntário, salientou que a comunidade pode participar, mesmo que seja fazendo uma visita aos educados e assistidos pela APAE.
Else, Edinéia, Kleber, Elza Scotti e Doroceli Madalena
Sobre empreendedorismo, Kleber Rogério de Oliveira falou sobre a origem de sua empresa a Kplay, em Piraju, que atua no ramo da Tecnologia da Informação (TI), que começou apenas com um funcionário e, hoje, emprega mais de 70 funcionários. Kleber contou que, após concluir seus estudos na antiga ETE de Ipaussu, hoje ETEC, foi trabalhar em grandes empresas na Capital de São Paulo, decidiu apostar em seu know how e empreendedorismo montando sua própria empresa no município de Piraju.
Um ponto importante que o empresário destacou para construção da cidade é que, todo material que sua empresa precisa, é comprado em Piraju priorizando o comércio local. E não é só isso. O fato de Kleber ter ousado acreditar em si mesmo e, em seu empreendedorismo, tornando-se mais um exemplo para recém-formados, já contribui para construção da consciência positiva de cidade e cidadania.

Na noite desta terça-feira (19), a I Semana Acadêmica UNIP Polo Piraju continua com a conferência de Thiago Bueno Ferraz do Sebrae de Ourinhos sobre empreendedorismo e empregabilidade.
ESPETÃO RSETAURANTE
Em seguida teremos uma network de empresas de Piraju e região, apresentação de painéis sobre contribuições através de empresas, instituições e projetos e ações individuais e coletivas e do Rotary Club Piraju Dourado.  
Finalizando o evento, Sirlene Soares Garrote, diretora de Educação de Piraju, Ana Karina Pansanato, diretora de Ação Social de Piraju e Denilton Bergamini, presidente da Câmara de Piraju, participam de um debate com o tema: “Caminhos para participação”.
Na primeira noite do evento, estiveram presentes Paulo Sara, diretor administrativo da Prefeitura, representando prefeito José Maria Costa, Samuel Maraia, diretor de Engenharia da Prefeitura, Ana Karina Pansanato, Sirlene Garrote, Márcio Bergamini, representando Luciana Bragança, diretora de Saúde de Piraju, alunos da UNIP, servidores públicos, professores da Rede Municipal de Ensino de Piraju e os vereadores Valberto Zanatta, Denilton Bergamini e José Carlos Nunes.   




Documento de libertação de duas escravas libertadas antes de 1888

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