quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Vereador aponta gastos com horas extras na Prefeitura

Leonardo Tonon aponta alto valor de horas extras na Prefeitura

Vereador Leonardo Tonon


Na sessão ordinária da Câmara desta semana, o vereador Leonardo Tonon disse que, no ano passado a Prefeitura pagou mais de R$ 460 mil em horas extras.
O vereador fez um requerimento questionando o valor gasto no período de janeiro a maio e a Prefeitura apresentou a cifra de, aproximadamente, R$ 180 mil.
Em um novo requerimento, apresentado no inicio de 2018, perguntando sobre o gasto com horas extras no período de junho a dezembro de 2017, o valor apontado foi de R$ 280.510,06.
Com as respostas recebidas do Executivo, Tonon concluiu que a Prefeitura gastou, somente com pagamento de horas extras em 2017, a soma de, aproximadamente, R$ 460. 510,06.
Leonardo Tonon destacou ainda que “alguns servidores recebem, sagradamente, a mesma quantidade de hora e o mesmo valor”, com valores que ultrapassam os R$ 1 mil.
Veja o trecho do discurso do vereador no vídeo de apenas dois minutos e meio.
                                                                                   

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Empresas assinam contrato para melhorias na Raposo em Piraju

Governo convoca empresas para assinar contratos da primeira fase da Raposos Tavares

Raposo Tavares em Piraju
O governador Geraldo Alckmin convocou as empresas encarregadas para as obras de restauração da rodovia Raposos Tavares (SP-270) para assinatura dos contratos que acontece neste sábado (17).
A convocação que se dá através do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), refere-se aos quatro primeiros lotes, que vão do trecho entre os kms 295,4 a 373, e que abrange os municípios de Piraju, Bernardino de Campos, Ipaussu, Chavantes, Canitar e Ourinhos.
As propostas dos consórcios destes quatro primeiros lotes foram analisadas pelos técnicos do DER desde a abertura dos envelopes, que ocorreu em 31 de outubro de 2017. Após a publicação neste sábado, conta-se um prazo de quinze dias para assinatura dos contratos e em seguida dá-se o início das obras.
Para o deputado Ricardo Madalena, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Duplicação da SP-270, com a publicação da convocação das empresas no Diário Oficial do Estado.
 “É chegado o momento que todos aguardávamos. Mais uma batalha dessa luta foi vencida, que teve início em 2013, quando eu era superintendente do DNIT/SP. A Nova Raposo vem aí”, disse o deputado que desde o momento que assumiu uma cadeira no Legislativo Paulista sempre esteve envolvido na luta pela Raposo Tavares. Outros deputados até tentaram cobrar melhorias, mas, talvez por não morarem na região ou por outras conveniências políticas, não deram a devida atenção a situação precária dessa importante rodovia, ao contrário de Ricardo Madalena que continuou e continua empenhado pela duplicação da rodovia.
Ricardo Madalena, Lucas Pocay, Geraldo Alckmin e Laurence Casagrande Lourenço

A melhoria da SP-270 deve melhorar ainda mais a posição das rodovias de São Paulo como as melhores do País. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 19 das 20 melhores estradas do Brasil estão no Estado de São Paulo. A pesquisa apontou que a malha estadual paulista possui 81,6% de sua extensão classificados como ótimo ou bom.
Lote Trecho Vencedor
1 Do Km 295,4 ao Km 329,8 Conter Construções e Comércio S.A
2 Do Km 329,8 ao Km 345,3 Consórcio EJ SP-270 2017
3 Do Km 458,8 ao Km 357,1 Consórcio KVS
4 Do Km 357,1 ao Km 373 S.A Paulista Construções e Comércio
Já a abertura de propostas de preço e documentação para os quatro últimos lotes licitados, no trecho que inclui os municípios de Itapetininga, Angatuba, Campina do Monte Alegre, Paranapanema e Itaí, foi realizada no dia
13/11/2017 e está em fase de análise. A previsão é que a homologação seja realizada em março.
O empreendimento – Em sua totalidade, as obras na SP-270 foram divididas em oito lotes e cobrirão 204 quilômetros da rodovia, localizados entre os municípios de Itapetininga e Ourinhos. Estão previstas a duplicação de 50,4 quilômetros da rodovia, implantação de 118,8 quilômetros de terceiras faixas (em ambos os lados da rodovia), recuperação de 153, 5 quilômetros de pistas simples e acostamentos, e revitalização completa da sinalização. Serão implantados 21 novos dispositivos de acesso e outros 14 dispositivos existentes receberão melhorias e aprimoramentos. Também serão construídas 3 novas passarelas 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

História

História: Cenas de duas ruas de Piraju

Foto 1
Foto 2

A foto 1 é do pequeno acervo do Sr. Hindemburgo Lopes, chefe da Estação Sorocabana em Piraju. Seu Hinderburgo prestou serviços de relevância  à comunidade pirajuense. 
Tido como homem de nobre estirpe, foi quando estava na Associação Comercial de Piraju(ACIP) que foi construído o novo prédio. 
Das mãos de seus filhos que conseguimos esta foto da Rua Major Mariano da década de 1950, mostrando a farmácia do Sr. João F. Barreiros.
Na foto 2 estudantes do Colégio Nhonhô Braga. Caminham pela Rua  Nhonhô Braga na volta da escola.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Prefeitura realiza evento turístico tradicional

Prefeitura realiza evento turístico tradicional
Banda Mádry no evento Folia na Praça

A Prefeitura de Piraju realiza o já tradicional Folia Na Praça, evento que conta com infraestrutura realizado na Praça Ataliba Leonel, no centro da cidade. A festa na praça acontece pelo sexto ano consecutivo. Em 2018 a Banda Mádry é a responsável pela animação dos participantes. Além da banda, blocos e escolas de samba vão se apresentar como parte do evento. A realização do evento turístico é um os requisitos para que o município consiga boa classificação do ranking das estâncias e continue recebendo cerca de R$ 4 milhões por ano para investimento em infraestrutura.







sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Célio e Maritsa: empreender vale à pena

Célio e Maritsa Barbierio: uma parceria que 
deu certo desde o início

Célio e Maritsa passeando em Blumenau, Santa Catarina
   O sucesso dos empreendimentos de Célio e Maritsa está na sintonia que existe entre o casal desde o início de seu relacionamento. Não é à toa que as lojas Brinquedos Yuri e 1,99 & Cia que Célio e Maritsa montaram são um sucesso entre os consumidores. 
    Ainda quando namoravam o casal montou uma loja de sapatos para Maritsa trabalhar. Enquanto isso, Célio se dedicava a um escritório de contabilidade que comprou em 1977, aos 17 anos, quando ainda nem tinha concluído o curso de técnico em contabilidade. O escritório teve que ficar um ano e meio no nome do ex-dono porque Célio ainda não podia passar para o seu nome devido à pouca idade. Arrumou um sócio, mas a sociedade durou apenas cerca de 4 anos.
   Depois, em 1994, deu metade do escritório para um funcionário, que mais tarde viria a comprar a outra metade. “Somos amigos até hoje. Vou lá quase todos dias para conversar com os amigos Luís e Sérgio”, conta Célio, numa conversa que tivemos em seu escritório que fica no mezanino da 1,99 & Cia.
   Célio, entretanto, tinha consigo um ímpeto, que ainda não sabia muito bem que sentimento era este, mas que, em 1988, o levou a comprar uma fábrica de ursos de pelúcia de nome Yury de propriedade de Ranulfo Marinho. Somente mais tarde é que Célio soube que aquele ímpeto era o empreendedorismo.
    Como todos os negócios tem seus percalços, a fábrica de Célio também teve, não por falha dele, mas do governo. Devido aos efeitos nocivos do Plano Collor II, lançado em 1991, que abriu o Brasil para o mercado externo a fábrica teve que fechar.
    “Quebramos com o plano Collor. Nós fazíamos um ursinho de pelúcia que vendíamos por R$ 10,00. Com a abertura do mercado do plano Collor vieram os ursinhos da China que falavam, cantavam e dançavam pelo preço de R$ 8,00. Aí era covardia. Não deu mais e dois anos mais tarde saímos do mercado”, brinca Célio, que lembra de tudo sem se lamentar.
     O nome dos ursinhos seria usado mais tarde na loja que o casal montou e hoje é administrada por sua filha Ana Cláudia formada em administração de empresas. Célio e Maritsa tem ainda outra filha, Ana Paula, que é enfermeira padrão e trabalha na Prefeitura, mas sempre dá um
a ajuda na loja.
    O empreendedorismo e a forma otimista com que enfrentam as situações é a fórmula de sucesso do casal que se sente fortalecido a cada dia. Não raro saem para tomar uma cerveja aqui mesmo em Piraju, sozinhos ou com amigos ou, até mesmo, na Oktoberfest em Blumenau Santa Catarina.
    Já tiveram sob sua responsabilidade 30 funcionários na fábrica de ursinhos de pelúcia. Hoje empregam 4 funcionários na Loja Brinquedos Yury Brinquedos, Presentes e Decoração que completa 22 anos e, na 1,99 & Cia, com 20 anos de existência, são 11 colaboradores.
    Em todos esses anos que estão no mercado com marcas de sucesso, Célio e Maritsa são exemplos de empreendedorismo para os casais mais novos e para os jovens que ainda buscam sua identidade profissional.


Documento de libertação de duas escravas libertadas antes de 1888

Piraju à frente do tempo

Documento registrado em cartório mostra liberdade a duas escravas antes de 13 de maio de 1888, data da libertação dos escravos no Brasil.
A certidão diz:
Certifico que por ordem do juiz municipal deste Termo e de conformidade da cópia do ofício da presidência, que revendo em meu cartório o livro de notas número cinco as folhas sessenta e nove até setenta vê-se que as  escravas Benedita e Delfina pertencentes ao capitão Antonio Oliveiras Mattosinho e Silva FORAM LIBERTADAS CONDICIONALMENTE para servirem ao mesmo capitão doze anos de serviço depois do dia dezessete de agosto de 1885, data esta em que foi lavrada a escritura de liberdade, não constando nesse cartório que tivessem sido as mesmas registradas. O referido é verdade, do que dou fé.

Tijuco Preto, 26 de março de 1887, o Tabelião: Satiro Pereira Passos.

No início de sua história Piraju era referência para a região

Piraju no início de seus 138 anos de história
Municípios vizinhos dependiam da força política de Piraju para onde recolhiam taxas esperando receber de volta o que pagaram em serviços públicos

Por João Dias Ramos


Piraju no início de sua história
1860, século XIX, tempo do nascimento de São Sebastião do Tijuco Preto, localizado no sertão sul da Província,  local este cobiçado por terras uberíssimas e pelo próprio Vale do Paranapanema. Quem toma as primeiras medidas politico administrativas era o presidente da Província que  obedecia ordens do Imperador D. Pedro II.
As terras denominadas de São Sebastião do Tijuco Preto (SSTP), anterior a sua fundação era habitada pelos índios da tribo guarani – caiuás, os quais, praticamente foram extintos dessa região. Viviam pacificamente com a natureza, da caça e da pesca e pequenas plantações. Antes da fundação de SSTP estabeleceu-se aqui o Aldeamento de São Sebastião do Piraju, administrado pela província sendo seu cuidador ou presidente o Frei José de Loro, permanecendo e vivendo aqui por algum tempo com os caiuás, catequizando-os e ensinando-os.
Apesar dos esforços da catequese realizada pelo Frei José de Loro no Aldeamento aqui existente, os índios guarani- caiuás não suportaram a força do progresso e do crescimento de Tijuco Preto. Vejamos a nota do Correio Paulistano em 14 de agosto de 1890:
Dos requerimentos despachados  Remeteram-se:
“Ao chefe da catequese dos índios do Vale do Paranapanema, para informar, cópia do ofício de Antonio Benedito de Lacerda, participando existirem pessoas no Aldeamento do Piraju, que abusam dos índios, fazem roçados e derrubadas,  nas terras da mesma aldeia – Ao Dr. Juiz de Órfãos de São Sebastião do Tijuco Preto”
SSTP foi crescendo e ganhando vulto, depois de sua fundação várias famílias foram se estabelecendo no pequeno patrimônio, ocupando-se da produção de alimentos e por volta de 1886 já exportava excedentes da produção de suínos, fumo e aguardente, segundo o relatório resultante da Expedição comandada pelo engenheiro Teodoro Sampaio.
Com seu crescimento e já sendo politicamente representativo, no inicio da República  tornando-se uma comarca em 1890, além daqueles que se ocupavam da agricultura, outros tiveram que ajudar na organização política, surgindo daí certa divisão entre grupos políticos, chegando a ter conflitos marcantes antes mesmo da nova era política que iniciaria com a República em 1889.
Entre os povoados próximos o mais representativo politica e economicamente, tornava-se um município ou comarca, evoluía na sua representatividade política perante a capital da província, agregando em torno de si os outros pequenos povoados que primeiramente denominavam-se distritos de paz, Termo, Vila, distrito policial, freguesia.
Quando falamos “agregando-se” ao mais forte politicamente, aí desenhamos o perfil destes povoados que ao torna-se distritos de paz, agregando-se aquela comarca ou município tornaram-se por décadas de uma dependência dos chefes políticos (coronéis) que lhes custaram caro a sua própria formação como cidadãos representativos de seu próprio distrito, demorando décadas para livrarem-se desse atrelamento dependente “peia ”. Que corroía seus alicerces com repercussão na educação economia e política.

A exemplo Piraju, inicialmente chamava-se São Sebastião do Tijuco Preto, fundado como povoado em 1860, localidade esta conhecida pela capital da Província como sendo um rincão, sertão hostil, localizado ao sul da província,  habitado pelos índios guaranis – caiuás, que assim fundado após a chegada de seus fundadores, logo cresce e torna-se o maior entre os demais patrimônios (pequenos povoados) e lidera politicamente, tornando-se a comarca, agregando-se em torno de si estes pequenos povoados sendo seus distritos. São eles: Manduri, Sarutaiá , Timburi e .Belo Monte  que tinham que recolher seus impostos ao município sede (Piraju), ficando dependente  até mesmo pela troca de uma lâmpada ou uma escola melhor.

A carta do Distrito de Manduri reclamando das altas taxas cobradas dos carroceiros por Piraju. O inicío da carta mostra que o pedido não se tratava de insurgência 
“são todos submissos”
Por intermédio do nosso amigo João Costa Guimarães, chegou aos meus conhecimentos que os proprietários de carroças de aluguel estão atualmente lutando com dificuldades para efetuar o pagamento dos impostos que estão sujeitos. Pois não há quase serviços para os mesmos; como seja, ......de café a quase nulas.....pedem-me pois pedir .....peço-lhes dispensas dos mesmos as......seguintes: Que seja cobrado somente ...., que importará em novecentos mil réis.......Não será estranho para vossa s. as dificuldades que presentemente surjam ...., pelo que eles imploram é cabível. Estes contribuintes são todos submissos, os quais se pedem o motivo da redução é pelo motivo já exposto. Espero pois ser for possível seja atendido o que ora exponho, e peço-lhes dando-me a resposta pelo portador desta, do que de tudo antecipadamente agradeço-lhes.
Cincinato Cândido do Carmos
Espécie de Sub- prefeito de Manduri nomeado pelos mandatários de Piraju

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Empresário aposta em Piraju

Fabiano Amorim recebe novo empresário
que investiu em Piraju

Marcos Henrique e Fabiano Amorim
O vice-prefeito Fabiano Amorim foi pessoalmente dar boas vindas ao empresário Marcos Henrique, da cidade de Avaré, proprietário da Academia Imperial, que desde o dia 20 de janeiro já está funcionando em Piraju.
Marcos Henrique (Markinhos) aposta em Piraju e já começou a investir no município.
O primeiro investimento foi feito na compra dos aparelhos novos e atualizados que serão usados por seus clientes. A opção pela qualidade dos equipamentos visa assegurar comodidade e segurança de quem estiver treinando.
Outro investimento feito por Marcos foi a compra de dois terrenos no bairro Alto da Bela Vista, com frente para a Avenida Álvaro Schmidt Gallo. Nestes lotes será construída a sede própria da Academia Imperial.
Para o vice-prefeito Fabiano Amorim, a vinda do empresário para Piraju reforça sua opinião de que Piraju tem possibilidade de crescer e tem recebido a atenção de investidores. Amorim se colocou a disposição de Marcos e de todos os empreendedores que quiserem se instalar no município gerando emprego e renda.
"Eu e o prefeito Zé Maria acreditamos no potencial de Piraju e, a cada vez que um empresário investe aqui tem todo nosso apoio. Estamos dando boas vindas ao Marcos e agradecendo por apostar no município assim como nós apostamos", disse Fabiano Amorim que durante o primeiro ano de seu mandato do o prefeito José Maria, acumulou o diretoria de Indústria e Comércio da Prefeitura.
Marcos Henrique disse que trouxe sua empresa para somar e crescer com Piraju e destacou que fez questão de se instalar em local distantes das outras academias.
"Minha intenção ao me instalar aqui é crescer e fazer amigos entre os profissionais e empresários do ramo. Me instalei neste ponto porque sei que não vou atrapalhar ninguém", frisou o empresário.

Número de habitantes afeta repasses para Piraju

Número de Habitantes afeta repasse de FPM para o município

Vereador e prefeito de Piraju querem revisão na estimativa populacional de Piraju feita pelo IBGE


   Por indicação do vereador Valberto Zanatta, o prefeito Municipal José Maria Costa enviou um ofício, no dia 14 de setembro de 2017, ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relatando seu “incômodo” com a estimativa da população realizada por aquele órgão que apontou o município como tendo 29.790 habitantes em 2017.
Valberto Zanatta o autor da indicação
De acordo com esses dados do IBGE, o último censo realizado em 2010, Piraju tinha 28.475 habitantes e, daquele ano até 2017, houve um acréscimo de apenas 1.315 habitantes no município, índice muito baixo se comparado os números de empresas que prestam serviços em Piraju como SABESP, CPFL e mesmo os dados do município referente ao atendimento à população como o Departamento da Saúde, que atende a um número muito maior que o apontado pelo IBGE.
O ofício ao IBGE se justifica porque a Constituição Federal prevê o valor do repasse do Fundo de Participação dos Município (FPM) seja calculado de forma específica. Assim, os municípios que são agrupados em três categorias distintas: capitais, interior e reserva. A última categoria representa municípios com população superior a 142.633 habitantes. Cada categoria tem dois critérios para o cálculo do FPM: a renda per capita e fator populacional que é fornecida pelo IBGE.
Essas informações são prestadas pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU) até o dia 31 de outubro. A variação populacional no Brasil é avaliada anualmente pelo instituto. Essa alteração anual da quantidade de pessoas e a criação de um novo município são as únicas formas de mudança no valor do percentual de participação no fundo.
De acordo com Carlos Roberto da Silva, responsável pelos 9 postos de coleta do IBGE na região, a estimativa populacional é feita tomando por base a faixa populacional do município de 2010 taxa de natalidade e as informações mais recente das taxas de natalidade e mortalidade do município.
O vereador Valberto Zanatta e o prefeito José Maria Costa não concordam com a estimativa do IBGE e, conforme faculta a Lei Complementar nº 143/2013, recorreram ao IBGE pedindo revisão dos dados e indicaram que, há razões para crer que a população de Piraju pode facilmente superar a faixa de 30.000 pessoas.
A SABESP, por exemplo, conta 10.131 ligações de água. Considerando uma densidade de 3 pessoas por domicílio, a empresa atende a 30.393 clientes. O mesmo acontece com a CPFL que, em seu cadastro de clientes tem 11.367 ligações com estimativa de atendimento de 34.101 habitantes.
A Justiça Eleitoral também corrobora esses números apontando que em Piraju há 23.422 eleitores. Levando em conta que os eleitores devem ter, no máximo 16 anos, a Prefeitura identificou no cadastro das redes municipal e estadual de ensino, 7.113 alunos com idade inferior e que não são eleitores. O resultado foi 30.535 habitantes no município de Piraju.
Resta ainda os pacientes atendidos pelo Departamento Municipal de Saúde que conta com 30.528 usuários cadastrados. Com base nestes dados, Valberto Zanatta e o prefeito José Maria encontraram justificativa para pedir a revisão uma vez que, Piraju está recebendo verba para atender a uma população de 29.790 habitantes enquanto, na realidade, estaria atendendo a um número muito maior.
Com população estimada em 29.790 habitantes Piraju tem índice de 1,4 no coeficiente para cálculo do FPM usado para município com faixa populacional entre 23.773 a 30.564. Em 2017, Piraju recebeu R$14.924.216,43 em repasse do FPM.
A esperança do prefeito José Maria Costa é que Piraju alcance o número de 30.565 quando terá o coeficiente de 1,6 o que aumentará o repasse do FPM ao município.
Esta mesma tentativa de rever a população de Piraju já foi feita pelo ex-prefeito Francisco Rodrigues. Depois das explicações dadas pelo responsável do IBGE de Piraju, o então prefeito se aquietou.
O município de Palmares Paulista também desconfiou dos números e pediu a revisão de sua taxa populacional. O município alegava que a estimativa populacional do IBGE para o ano de 2007 era de 9.262, mas foi divulgada em outubro de 2006. No entanto, o próprio instituto teria feito recontagem em abril de 2007 e apurado o contingente de 10.521 habitantes. Com isso, o município passaria do coeficiente de 0,6 para 0,8 para fins de participação na distribuição de recursos no FPM.
Entretanto, o novo número apurado pelo IBGE não pôde ser usado para o calculo do rateio do FPM. A questão foi parar na Justiça e, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) Palmares Paulista não pode ser tratado de maneira diferenciada e se tornar o único a ser beneficiado com os dados “reais”.
De qualquer forma, no caso de Palmares Paulista, ficou comprovado que houve um erro na estimava do IBGE e a suspeita de que a população de Piraju esteja menos do que realmente é também pode se confirmar. Resta saber se o IBGE vai fazer a estimava populacional para este ano, mais próxima da realidade de Piraju
 
 







quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Laticínios Mococa fecha as portas em Cerqueira Cesar.

Mococa pode estar fechando suas portas no município de Cerqueira Cesar.

Foto: Prefeitura.   Prefeito Marcos Zaloti e representantes
da Mococana reunião realizada na Prefeitura em maio de 2017
A unidade de beneficiamento da empresa Mococa S/A Produtos Alimentícios de Cerqueira Cesar pode estar fechando suas portas. A notícia teria sido divulgada na terça-feira (6) da direção da empresa.
Segundo um funcionário revelou na manhã desta quarta-feira (7) cerca de 200 funcionários foram demitidos e uma assembleia foi realizada onde proprietário teria proposto um acordo de pagamento dos salários em 8 vezes. O motivo do fechamento não foi revelado.
O jornal Piraju Regional News entrou em contato com a empresa por telefone, mas uma funcionária disse que ninguém da empresa poderia falar sobre o assunto o que reforça os boatos de que a empresa estaria fechando em Cerqueira Cesar.
Em contato com a Prefeitura, o Piraju Regional New apurou que a informação do fechamento da empresa estava correndo a cidade.
“Realmente há boatos fortes e, nos parece que as notícias não são boas. O prefeito saiu agora e disse que ia procurar a direção da empresa”, disse um servidor da Prefeitura que conversou com o Piraju Regional News.
A notícia pegou a todos de surpresa, inclusive o prefeito de Cerqueira César, Marcos Antônio Zaloti que, em maio de 2017, recebeu os gerentes da empresa de laticínios Mococa, Luís Fernando Bettanin e Filipe Oliveira para uma conversa com o objetivo de fortalecer a pareceria entre a Prefeitura e a Mococa.
Na ocasião, Marcos Zaloti garantiu aos empresários todo suporte necessário para que a empresa continue colaborando para o desenvolvimento da economia local.
“No que depender da atual administração estamos à disposição da Mococa, para o crescimento da empresa, A Mococa é maiores industrias do município, responsável pela geração de empregos e fonte de renda para o município”, disse o prefeito.
Na mesma reunião o gerente, Felipe Oliveira explicou que, a empresa naquele momento a empresa gerava 170 empregos diretos ao município e que beneficia 600 mil litros de leite/ dia em Cerqueira César, três vezes mais que a sede da empresa no município de Mococa. A previsão era a de que essa quantia iria aumentar.
“Nossa expectativa para este ano de 2017 é aumentar a produção de laticínios e chegarmos a escala de 1 milhão de litros leite/ dia, com isto estaremos gerando mais empregos para o município e fortalecendo ainda mais a Mococa no mercado”, explicou o gerente industrial, Bettanin à época do encontro com o prefeito relatado pelo setor de comunicação da Prefeitura.
A previsão se cumpriu e, atualmente, a Mococa processava 1 milhão de litros de leite destinado para a exportação. Infelizmente parece que de nada adiantaram as conversas entre o prefeito e a direção da empresa e, após 9 anos no município a Mococa parece que está deixando o município o que vai acarretar em menos impostos aos cofres da Prefeitura.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Como fazer valer os impostos que pagamos em Piraju


Apesar da considerável carga tributária que é paga no Brasil, os contribuintes ainda sentem a deficiência e, até mesmo, a falta de alguns serviços em seus municípios que são custeados pelos impostos que pagamos.    
De acordo com a Constituição Federal, 68% de todos os tributos arrecadados no Brasil, atualmente, vão direto para o governo Federal. Desse total, depois de feitos os repasses aos entes federativos, a União fica com 58%, os estados com 24% e os municípios ficam com apenas 18% da arrecadação. No senado, tramita a PEC 109/2015 que, se aprovada, vai aumentar essa porcentagem de 18 para 20%, só que de novos impostos que forem criados.
Maurício Rodrigues Araújo, é formado em economia pela UEL,
 especialista em gestão contábil, financeira e auditoria. 
Atualmente é servidor público na Câmara de Londrina
O que fazer, entretanto, para que os impostos voltem para os municípios em forma de serviços e outras melhorias. Perguntamos para o economista Maurício Rodrigues de Araújo de Santa Cruz do Rio Pardo, que hoje mora e trabalha em Londrina (PR), como os munícipes podem contribuir para a economia da cidade onde moram? 
Maurício respondeu da seguinte forma:
- Vou contar uma história.
Às margens do Mar Báltico chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.
Eram tempos muito difíceis, todos tinham dívidas e viviam de empréstimos. De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto.
O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro. O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado. O criador de gado pega o dinheiro e corre para pagar o dono da loja que lhe vendeu sal para o gado, que por conta da crise, vendeu fiado. 
  O dono da loja corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus vendedores. 
   No dia seguinte o homem desce as escadas, toma o café e vai embora do vilarejo. Hoje toda a aldeia vive sem dívidas, otimista por um futuro melhor. 
Esta é uma história simples, mas que demonstra a importância de o munícipe consumir no seu município. Quanto mais dinheiro se gasta no município, mais a economia melhora, gerando segurança para o empresariado e criando empregos para os munícipes. 
    É claro que isso não significa que, em momento circunstancial não se deva comprar em outra cidade. Quando tiver que ir para outro município para visitar um parente ou até para outro compromisso, por exemplo, pode-se aproveitar a oportunidade para comprar algum item que não encontra em seu município ou que, até encontra, mas o comércio local ainda não conseguiu equilibrar o custo deste produto tornando-o excessivamente caro. 
   O que não se pode fazer é sair para outro centro comercial gastando tempo, combustível, desgastando o veículo e ainda tendo que arcar com custo de alimentação para economizar apenas de R$ 20,00 a R$ 50,00. Até a compra por internet deve ser considerada com cuidado verificando sempre o valor do frete a ser cobrado e até outros inconvenientes.
    Outra pergunta que fizemos ao economista o que os contribuintes têm que fazer para ter os benefícios dos impostos embutidos nos produtos que consomem em seu dia a dia.
   A resposta foi óbvia: “Para ser mais efetiva participação sua participação no município peça a nota fiscal. Quando não se pede a nota fiscal nada vem para o município. Quando se pede nota fiscal, é recolhido o imposto do ICMS, que vai para o Estado e depois retorna ao município. Assim, uma parte do que você pagou na mercadoria servirá também para pagar as despesas que o município tem com os serviços que ele presta ao cidadão: coleta de lixo, iluminação pública, asfaltamento das ruas, atendimento dos postos de saúde, escolas municipais, centros de assistência social, esporte e cultura”, que lembrou ainda que, o ICMS vai para o Estado e serve também para o pagamento das estradas estaduais, do policiamento da cidade, para as escolas estaduais e a saúde prestada pelo estado. É assim que os munícipes contribuem para a economia de seu município.
Maurício Araújo destacou a importância da população se organizar para cobrar os benefícios que devem ser oferecidos pelos impostos que são pagos. Desta vez, Araújo ilustrou seu ponto de vista com uma estratégia de uma determinada espécie de pássaro para percorrer longos trajetos. 
Veja o que ele diz:
- Você já viu no céu um bando de pássaros voando em forma de flecha?
Tem um ditado que diz “uma andorinha não faz verão”. 
No céu os pássaros voam em formato de flecha para vencer a resistência do ar. Estão indo para um outro lugar em busca de ares mais quentes. E nunca voam sozinhas, voam em bandos.
Voam em bandos para se ajudarem, para chegarem ao objetivo, um lugar mais quente para ficar, procriar e cuidar dos filhos.
Mas porque a formação em flecha? O pássaro que está na cabeceira da formação enfrenta a maior pressão do ar. Quando cansa ele é substituído. Todos se ajudam para chegar ao objetivo. Mas os pássaros não param de voar, fazem as trocas em pleno voo, pois precisam estar alertas, em busca de seu objetivo.
   Em Santa Cruz do Rio Pardo, há quase 20 anos atrás, um grupo de pessoas se uniu para pressionar o governo a construir uma passarela sobre o Rio Pardo. Eu fiz parte desse grupo.   
O governo estava reticente, mas a pressão deu resultados e quem passa pela ponte velha pode ver o resultado de uma ação conjunta de várias pessoas.
   E o que isso tem a ver com os benefícios dos impostos?
Tem a ver com uma mudança de postura dos cidadãos. Acho batida a ideia de participar da seção da Câmara, as pessoas não vão, e ponto final. Tem de mudar a forma de ação política.
   Eu defendo outra linha de ação, defendo a formação de Conselhos de Bairros para discutir os problemas daquela comunidade. O Conselho discute o que foi feito no bairro e o que precisa ser feito, chamam as autoridades para explicar projetos e ações, ou um pequeno grupo vai até as autoridades. E essas reuniões devem acontecer com frequência.
   Um conselho popular tem mais poder do que um cidadão sozinho. O acesso às autoridades se torna mais fácil e produtivo, pois representam vários cidadãos, que tem o poder do voto. Os políticos podem aparecer mais no bairro para conversar com o Conselho e dar explicações, e não somente de 4 em 4 anos.  
   A maioria dos políticos não gosta dessa forma de ação, pois eles perdem o poder de convencimento, que é mais fácil quando é um só cidadão, por isso não falam dos conselhos, e muitos o recriminam.
    Os pássaros voam juntos para ter força e se ajudar. E é assim que os cidadãos deveriam agir, de forma coletiva, e assim cobrar e avaliar a aplicação do dinheiro público. 

Em janeiro pirajuenses já pagaram mais de R$1,5 milhão em impostos

Em janeiro pirajuenses já pagaram mais de R$ 1,5 milhão em impostos 

Imposto por produto no prato do brasileiro

   De acordo com o impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, até o dia 23 de janeiro, os pirajuenses já tinham pago 970 mil em impostos. O resultado da divisão deste montante por 23 indica que em Piraju, cerca de R$ 42 mil são pagos em impostos todos os dias.
   E o impostômetro não para. Dia e noite os valores são alterados continuamente porque a cada compra que é feita no município é monitorado quanto se paga de imposto em Piraju e em todo o Brasil.
   E como todo brasileiro, o pirajuense sabe muito pouco dos impostos que paga em cada produto que consome. Numa pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao instituto Ipsos, mil pessoas em 70 cidades espalhadas pelo Brasil foram entrevistas e os resultados não chegaram a surpreender a Fiesp.
   O resultado mostrou que a maioria da população até tem conhecimento de que paga impostos sobre produtos de consumo doméstico, como alimentos, artigos de limpeza, e serviços essenciais, como energia elétrica, mas, não faz a menor ideia de quanto paga de tributos sobre cada mercadoria ou serviço. Principalmente o valor dos tributos invisíveis, aqueles que já vem embutido no preço final das mercadorias que compramos no dia a dia e, que representam mais de 40% da carga tributária no País.
   Para se ter uma ideia de quanto pagamos de imposto no cotidiano, basta ver a porcentagem de tributos que pagamos num prato de comida consumido pelos brasileiros, composto de feijão (17,24%), Arroz (17,24%), batata (11,22%), ovo (20,59%) e bife (29%). Se quiser uma salada a mordida do leão é ainda maior. Tomate (16,84%) e alface (11,78%).
   Se você se assustou com os índices de impostos destes itens vai cair das pernas quando souber que, ao comprar uma máquina de lavar, por exemplo, paga 55% e mais 32,25% no sabão em pó.  A cachaça tem uma das mais altas taxas de imposto que é de 81, 87%, assim como o cigarro com 80,42%.   Os combustíveis também machucam o bolso, já que a mordida do leão encarece os produtos. Nestes itens são cobrados o ICMS, COFINS e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), imposto exclusivo para os combustíveis. Pelo álcool combustível pagamos 25,86% e, pela gasolina em 53,03%.
   Os impostos que incidem sobre esses produtos são o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) entre outros. É claro que todos esses impostos não são cobrados em todos os produtos, mas em alguns pelo menos três contribuem para sangrar o bolso do brasileiro.
   O IPI e o ICMS cobrados podem ser alterados de acordo com a política de desoneração do governo. Carros, por exemplo, têm o ICMS em São Paulo fixo em 12%, independentemente se o carro é popular ou um conversível de luxo.
   Os tributos também podem variar dependendo do entendimento do governo sobre o que é supérfluo ou essencial. Quanto mais supérfluo maior a taxa de imposto e vice-versa. E é aí que mora o perigo, já que há produtos que, mesmo não sendo mais supérfluos, devido a mudança de comportamento e circunstâncias no mundo moderno, ainda sofrem tributação excessiva.  O forno micro-ondas é um exemplo disso. Quando a novidade chegou ao Brasil era considerado artigo de luxo e, portanto, mais caro. Hoje, tem 30% de IPI, mas é um item extremamente necessário na maioria das casas brasileiras.
E há ainda outras distorções.
   Os remédios são itens necessários, mas a taxa de imposto sobre estes produtos é de 33%.
    Enquanto isso, alheios a tudo o que pagam em impostos, os brasileiros seguem carregando uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo, e o que é pior, sem ter o que pagam, de volta em retorno para seu bem-estar. Em 2017, até o dia 6 de dezembro, os brasileiros pagaram mais de R$ 2 trilhões em impostos alcançando esta marca, 23 dias antes que em 2016. Isso indica que os brasileiros estão pagando um volume maior de impostos a cada ano.
   E o que é pior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Brasil não é o país com maior carga tributária, mas está no fim da fila dos que devolvem os tributos em benefícios aos contribuintes.







segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vale quanto pesa?


De acordo com dados do Departamento de Meio Ambiente de Piraju cada cidadão gera 549 gramas de lixo reciclável todos os dias. Em 2016 o total foi de 478 toneladas.

Quanto você pagaria para se ver livre de todo o lixo comum e lixo reciclável que você gera e que pode poluir a natureza por pelo menos 450 anos, que é o tempo que as embalagens de plástico levam para se decompor no meio ambiente?

Sócios da ACLU no galpão que abriga a associação.

Através dos impostos, o contribuinte paga a Prefeitura para ter a coleta e destinação final dos resíduos sólidos (lixo comum e reciclável). O lixo comum, até o início deste ano, era depositado do aterro controlado que, agora, está sendo transportado para um aterro sanitário do município de Piratininga.
Já o lixo reciclável recolhido pela Prefeitura nos sacos vermelhos é processado, pela Associação dos Catadores de Lixo (ACLU) de Piraju e são vendidos por quilo, com valores que variam, na média, entre R$ 0,20, como no caso do papel, a R$ 3,50 que é o valor paga pelas latinhas de alumínio de cerveja e refrigerantes.
Antes de vender esse material, os 22 associados da ACLU de Piraju precisam separar todo esse material que estão misturados entre os vários itens recicláveis e, muitas vezes, com lixo doméstico que também é descartado nos sacos vermelhos exclusivos para material reciclável. 
Para se ter uma ideia da importância desse trabalho, todos os anos, os associados da ACLU dão destino correto a milhares de quilos de lixo que, de outra forma, iriam parar nos aterros e lixões degradando o meio ambiente.  
Ao ver a quantidade de lixo processada e vendida, alguns podem achar que o trabalho dos catadores de lixo é bem remunerado. Ledo engano. Há uma concorrência desleal com os membros da ACLU. Por conta do alto preço das latinhas e das garrafas PET, muitas pessoas abrem os sacos vermelhos e recolhem estes itens para vender. Com isso sobram poucos materiais de alto valor restando os mais baratos para venda. Sem contar que a ACLU tem os encargos financeiros que toda entidade desta natureza possui e a variação dos valores do quilo dos itens recicláveis. No fim das contas, sobra pouco para dividir entre os 22 associados.
O trabalho de reciclagem é realizados por cerca de 22 pessoas

Mesmo isso não impede que os membros da ACLU de dividir o material de seu trabalho com a empresa privada Planeta Azul que também trabalha com coleta e venda da material reciclável. No mês de julho, os 22 membros da associação concordaram, de forma espontânea, que todo o material reciclável coletado nas segundas-feiras seja levado para a empresa concorrente onde trabalham 7 pessoas com 4 da mesma família.
“Há espaço para todo mundo”, explicou assim Sandra Regina dos Santos a atitude de todos os 22 membros da ACLU em favor da “Planeta Azul”. A reciclagem de lixo teria um papel maior do que já tem se todo material reciclável fosse processado. De acordo com uma pesquisa realizada sobre reciclagem nos municípios da região, apenas uma margem de 40 a 50 por cento vão para reciclagem. Em Piraju esse percentual é um pouco maior, mas calcula-se que pelo menos 30% deste material ainda vá parar no aterro de Piraju junto com lixo urbano por falta de conscientização da população.     
O trabalho de processamento do lixo Reciclável em Piraju poderia ser ainda melhor remunerado se a Prefeitura de Piraju fizesse como todas as de outras cidades que tem uma associação como ACLU e remuneram cada catador com um valor mensal. Mesmo um salário mínimo já seria de grande ajuda para estes trabalhadores que contribuem para que todo lixo descartado em cada residência volte-se contra cada contribuinte em forma de problema ambiental.
A subvenção a ACLU não seria motivo para que os catadores se acomodassem. Para que a associação possa continuar atuando tem que uma meta de material reciclável para ser processada. Ao atingir essa meta, a ACLU recebeu equipamentos como 3 prensas enfardadeiras, esteiras, elevador, empilhadeira, carrinhos e um caminhão.
Esse equipamento é usado em benefício da coleta e reciclagem no município que é referência no Estado de São Paulo. Até mesmo trabalho de conscientização é feito com crianças da rede ensino de Piraju e, constantemente recebe visita de representante de outros municípios para ver como o trabalho é feito por aqui.
“O trabalho de coleta seletiva e reciclagem que fazemos em Piraju é referência no Estado. Recebemos visitas de várias cidades que querem implantar o modelo que temos aqui. A próxima cidade que irá nos visitar é Cerquilho”, contou Sandra Regina, presidente da ACLU de Piraju que quer melhorar o resultado do serviço de coleta seletiva no município, mas para isso, necessita da Prefeitura, o mesmo apoio que outros municípios têm dado para as associações que prestam este importante serviço para a população e meio ambiente.

Materiais recicláveis e o tempo que ficam no meio ambiente.
Garrafa PET, sacos e sacolas plásticas 100 anos.
Plástico duro. 450 anos e papel
Papelão. 6 meses

Isopor, louça, esponjas, luvas de borracha, vidros e pneus. Indeterminado

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O café e outros produtos da primeira agricultura de Piraju



O café e outros produtos da primeira agricultura de Piraju

Os homens que desbravaram o vale do rio Paranapanema.
Entre eles o Engenheiro Theodoro Sampaio, Orville Derby,
Alberto Loefgre.  Os outros nomes não foram encontrados.

A notícia de que o café produzido na região foi um dos classificados no Prêmio da Illycaffé faz com que a população local volte a se orgulhar de seu principal produto agrícola, pelo menos em valor comercial, já que outros já têm área maior de plantação por aqui.
De acordo com relatos históricos, entretanto, o início da agricultura de Piraju tinham outros produtos que, disputavam com o café, qual era o mais produzido. Pelo menos é isso que diz o Boletim da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, um documento importantíssimo, elaborado por Theodoro Sampaio, que faz considerações sobre o vale do Paranapanema e, por conseguinte, sobre a agricultura de Piraju. Disponibilizamos no blog e no site do Piraju Regional News, o boletim nº 4 de 72 páginas e uma expedição realizada posteriormente, que traz informações interessantíssimas sobre as tribos indígenas e outros fatos colhidos numa expedição realizada aqui por volta de 1890.
Link Boletim 4: https://pt.scribd.com/document/366281866/Boletim-CGG-04-Consideracoes-Geographicas-Economicas-Vale-Rio-Paranapanema-1890-2.

Voltando para a agricultura, em outro boletim, uma comissão técnica enviada após a expedição de Theodor Sampaio, traça um perfil da agricultura de Piraju e do vale do Paranapanema relatando que encontrou aqui outros produtos além do café e as dificuldades para escoar a produção.
(...) Acreditamos que São Sebastião do Tijuco Preto ainda conhecia práticas rusticas, quando por volta de 1886 já se produzia fumo, café, açúcar e aguardente em grande quantidade citado no relatório por Theodoro Sampaio em sua expedição de reconhecimento do sul do sertão paulista através do Rio Paranapanema. Em 1900 vimos a falta de transporte como o entrave para o crescimento e fomento da agricultura quando o Correio Paulistano narra o transporte de centenas de sacas de café daqui à Cerqueira Cesar realizado em muares para ser embarcado no trem que ali chegava. Vencida esta etapa da modernização do transporte, com a construção do Ramal Ferroviário da Sorocabana em 1906 -1908, tanto por interesse da antiga província em desenvolver o sul do sertão paulista como por parte dos republicanos; fazendeiros, comerciantes e o povo em geral, de Piraju e Fartura, que fortemente abraçam a justa causa de ver chegar a estrutura do progresso para o fomento da agricultura (...).                 
Depois, em 1905, Cândido de Albuquerque visita 124 fazendas em Piraju. Entre elas a do Sr. Antônio da Silva Gomes Braga que é descrita em detalhes por Albuquerque que cita cada item da propriedade.
“Entre outras fazendas, visitei a do Sr. Antônio da Silva Gomes, que possui casas de colonos, serraria, boa máquina de descaroçar e prensar algodão, 150 alqueires de invernada de Angola; pequena criação de animais: 50 éguas peludas, 1 pastor meio sangue inglês, um jumento espanhol, 170 cabeças de gado, sendo alguns caracus. Os seus algodoais  tem a extensão de 40 alqueires e estão muito bons. Os seus agregados possuem 20 alqueires plantados em algodão, que está igualmente bom. Nas suas vizinhanças há cerca de 40 alqueires plantados em algodão. O ano passado o Sr. Braga com seus agregados e vizinhos obteve uma colheita de 10.000 arrobas de algodão, e este ano, não havendo contratempo, poderá alcançar 25 a 30.000 arrobas de sua plantação, toda feita a enxada, embora seus terrenos sejam próprios para o trabalho à máquina. Este senhor é muito entusiasta da cultura do algodão. No município de Piraju a futura colheita de café será menor que a deste ano, pois a florada foi pouco lisonjeira”.
Em 1910, as coisas melhoraram com um pequeno, mas importante avanço tecnológico para época. Um trator arando a terra, em vez dos arados que virou notícia no jornal “O Comércio de Piraju”. A chegada do trator Fordson na fazenda do Dr. Simão não deixa de ser uma transição importante da técnica rústica do arado para aquela que chega para implantar o começo de uma nova agricultura aumentando a produção.

Escoamento da produção agrícola.
Mesmo com o relatório da comissão técnica, ainda havia dificuldades de transportar os produtos da agricultura de Piraju.
“E, sistema de transportes, falando de estradas, é o que Piraju não possui, disse o jornal “O Comercio de Piraju”, importante meio de comunicação da época que apontou a ausência do Poder Público da época que se isentava em construir e manter estrada em condições de tráfego depois que foi extinto o imposto, cuja receita, era usada para este fim.
“Enquanto vigorava o imposto, bem ou mal se sentia a Prefeitura no dever de dispensar algum cuidado às estradas trafegáveis. Extinto o imposto, sentiu-se também a municipalidade desobrigada da incumbência, deixando a conservação dos nossos caminhos totalmente a cargo os nossos lavradores, que deles se utilizam”, reclamou o jornal que apontou as consequências das péssimas condições das estradas que ligavam as zonas agrícolas com a cidade.
“Tal é o estado de abandono que as populações inteiras de diversos bairros estão se evadindo para cidades vizinhas. Este é o caso dos habitantes do Cágado, que pretendem fazer suas compras em Ipaussu. O mesmo se pode dizer com referencia aos moradores do Bairro dos Mulatos, que encontram maiores facilidades do lado de Cerqueira César, mantendo uma balsa no rio Paranapanema, a fim de atrair os sitiantes daquela zona para a sua esfera de influencia. A Estrada velha de Sarutaiá, que é a mesma via de acesso ao Cágado, chegou ao ponto de não permitir trânsito sequer a carroças. (...) Entretanto, este “estado de coisas” não pode e não deve perdurar se não quisermos levar ao desanimo o nosso agricultor, pois em tais condições o encarecimento dos transportes anula em boa parcela o esforço do produtor”, disse o semanário da época alertando que já se avizinhava a colheita de nova safra de algodão, milho, feijão arroz e outros produtos para serem exportados e que o escoamento depende de boas estradas.


Nota da redação. O bairro dos Mulatos era uma ilha que existia no local hoje coberto pelas águas da represa Jurumirim antes de represar. Era muito produtiva com gado, produção de cereais. As pessoas que viviam ali eram de origem escrava.


Documento de libertação de duas escravas libertadas antes de 1888

Covid 19

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